Mundaú Lagoa Aberta chegou à 51ª edição com programação cultural e debates sobre memória e reparação em Maceió
A orla lagunar de Maceió foi novamente ocupada por arte, cultura e mobilização comunitária no último sábado (26), durante a realização da 51ª edição do Mundaú Lagoa Aberta. O encontro aconteceu na Praça do Monumento ao Milênio, no bairro do Vergel do Lago, reunindo atividades culturais, formativas e momentos de diálogo com a comunidade.

Com mais de oito anos de trajetória, o Mundaú Lagoa Aberta se consolidou como uma das principais ações de ocupação cultural da região lagunar, promovendo encontros que articulam arte, território e questões socioambientais. Nesta edição, a programação reforçou o debate sobre memória, identidade e os impactos da mineração nas comunidades atingidas em Maceió.
A programação artística reuniu apresentações que conectaram cultura popular e expressões contemporâneas, incluindo grupos percussivos, manifestações tradicionais e intervenções poéticas. Um dos destaques foi o sarau ecopoético, que promoveu reflexões sobre meio ambiente, território e pertencimento por meio da palavra e da performance.
Outro momento importante da programação foi a roda de diálogos, que reuniu representantes de iniciativas culturais e institucionais para discutir os impactos da mineração nas cadeias produtivas e criativas da cultura deste território.
O Mundaú Lagoa Aberta foi realizado em parceria com o Projeto Memória e Produção em Territórios Culturais – AL, Consciência Lunga (Quilombos Lunga e Mameluco) e Mundaú Lagoa Aberta (Lagunas Mundaú e Manguaba) – 3ª Edição/2025, por meio do Termo de Fomento nº 978922/2025 do Gabinete do Deputado Paulão, executado pelo Instituto Quintal Cultural. A coordenação geral foi de Keka Rabelo.
